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Deus.

Assunto intrigante, não é? Ninguém sabe, ninguém viu. Todo mundo dá sua opinião.

Não vou dar uma opinião, vou contar minha experiência.

Eu era presente e ativo na igreja na época que todo esse papo de Avivamento começou, ou melhor, voltou. Estive lá quando todo mundo ia nos congressos do mover, da visão, tudo isso. Vi o movimento crescer e murchar e virar comércio. Vi e continuo vendo o povo correndo atrás e falando disso como se ainda estivesse vivo.

Essa foi só a introdução, não vou falar de sistemas falidos. O que eu pretendo com isso é que esses dias conversava com o Junior, grande amigo e guitarrista da querida Unlife e começamos a discutir como somos afetados por esses momentos de mover de Deus.

Pra quem não entender o linguajar, prometo um outro post explicando, mas hoje vou direto ao ponto.

Como eu disse, todo esse movimento morreu, pelo menos na minha opinião. Vai ter gente que vai protestar e jurar de pé junto que não. Vai dizer que eu estou errado, que eu sou um hipócrita, um fariseu. Talvez eu seja, sim, mas eu digo o que vejo. Eu vejo muita gente que necessita que esse movimento ainda esteja vivo, não pelo movimento em si, mas pelo evento. Eu tenho certeza que a morte do movimento foi muito evento e pouco compromisso. É fácil ir num lugar com 5 mil pessoas e gritar que nós somos a revolução, a mudança e que nada vai nos parar. Difícil mesmo é chegar em casa na segunda feira (os congressos eram sempre de fim de semana) e pôr tudo em prática, ignorando vergonha, orgulho e preguiça, só pra citar alguns.

A segunda metade da minha adolescência quase que completa eu passei buscando esse mover, crendo que eu tinha algum problema, que o cair, chorar, pular, quicar, queimar, etc. era o normal, era sinal de estar no caminho certo. Foram anos de um silêncio frustrante, ensurdecedor. O silêncio parecia apontar o meu fracasso.

Aí, um dia, eu desisti. Sabe o que e descobri? Era em vão. Quando eu entreguei pra Deus, Ele me mostrou que existia outro silêncio. Um silêncio sábio. Um silêncio revelador.

Conversando com o Junior, percebi muita semelhança no que pensamos. Ele me contou que tem uma dificuldade imensa em acreditar que tudo aquilo que a gente vê na igreja é divino. Eu concordo. É sincronizado demais. É padronizado demais. Parece que as exatas mesmas pessoas tem as exatas mesmas reações nas exatas mesmas situações. Pela experiência que eu tenho com Deus, parece muito limitado demais que tudo seja previsível.

Não duvido que Deus possa agir daquele jeito. Acredito que age, até. Mas percebi que as pessoas tendem às manifestações que já viram. Isso aleija o mover real do Espírito Santo. As pessoas tem deixado de apreciar o silêncio, porque é o barulho que os outros vêem. Parece que o lema é “Se ninguém vê, eu não ganho nada com isso”.

Deus é tão complexo, mas tão simples. Depois de um tempo percebi que ele só quer o que todo mundo quer (Ou, por ordem de chegada, nós só queremos o que Ele quer): Ter alguém por perto que quer ter Ele por perto. Aí vem nego dizer que se quisesse mesmo Ele não era tão exigente, que Ele se mostrava, etc. As pessoas podiam se colocar na posição de Deus, pra começar, né? Se você conseguisse ver as verdadeira intenções de todo mundo, você confiaria cegamente em qualquer um que diz que te ama? Vou responder, porque sei a resposta: NÃO! Ele quer, como todo mundo, que quem quer estar com Ele mesmo mostre isso. Dizer é fácil e a gente acha que é assim que se ama porque isso dá certo com a maioria das pessoas. Aí chega em Deus e essa picaretagem não dá certo e Deus é antipático. Típico.

Eu costumo dizer que as pessoas que eu amo eu quero estar junto mesmo que seja pra não falar nada. E realmente, pergunte pra minha namorada. Muito do tempo que a gente passa juntos, a gente está em silêncio, fazendo coisas que, às vezes, nem envolvem prestar atenção no outro. Seja vendo TV, comendo, cinema ou até mesmo dormindo. O que importa é a presença.

Deus nos oferece o silêncio dele que é exatamente isso. Um abraço. O conforto. Sem trilha sonora, sem estardalhaço. Penso que ele só quer isso mesmo. Ficar. Estar. Existir. Lado a lado. E aproveitar o sentimento.

Now Playing: The Classic Crime – Everything & Nothing

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2 Comments

  1. Animal cara! vc disse td, queria q todo mundo que vivo pegando no pé lesse isso hahaha

    Abraço

  2. Fiilho querido…excelentes consideraçções… Contudo não para aí… prossiga pro alvo que diz respeito a vc… Este teu jeito observador e reflexivo é precioso…
    Igreja…a que somos, está onde estamos…Somos nós. É um organismo vivo…Parabéns pelos quase 24 anos de ser algo que Deus fez e manteve… Deus te abençoe…Muitas saudades… Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiitas!
    Sua fã, sua amiga, sua professora de 1 a série… sua mamiiii…


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