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Monthly Archives: janeiro 2010

Viver uma vida de consciência religiosa arrasta minha cara no chão, às vezes. Já pra evitar polêmica, quero explicar o termo. Consciência religiosa não pressupõe nenhum tipo de onisciência ou poder. Consciência religiosa é estar atento à minha crença, coisa que é tão difícil hoje em dia. Eu gosto de ir à igreja, de ouvir falar do meu Deus, de orar, de ouvir a voz de Deus. Mas nem sempre eu vivo a vida que minha consciência religiosa merece. Mesmo assim, meu sangue ferve quando vejo algo que está claramente errado.

Vejo gente discutindo por bobeira, ou discutindo próprias bobeiras. Engraçado, vejo algumas coisas que me fazem sentir de volta à Niterói. Niterói é um lugar que eu amo demais, mas eu nunca vi tanta cegueira quanto eu vejo lá.

Sinceramente, tanta gente discutindo a posição do pastor X ou do pastor Y, tanta gente discutindo doutrina, tanta gente discutindo se eu devo pregar com a mão direita ou com a mão esquerda.

Jesus nunca pregou conjecturas, nunca perdeu tempo avaliando o comportamento de A ou B, estudando seus bens, procurando brechas. As pessoas vinham a ele e ele via os seus defeitos. Ele nunca foi à uma sinagoga e disse “Oi, só passei pra dizer que você são uns aproveitadores”. Ele tinha mais o que fazer. Ele tinha pessoas para influenciar. Ele tinha pecadores pra salvar. Ele tinha tabús pra quebrar. Duvido muito que, se Jesus estivesse aqui hoje, ele perderia tempo discutindo se você deve batizar com água mineral ou com água da torneira, se crente deve morar na igreja ou se ele pode ter uma vida também, se se o Silas Malafaia ou o Caio Fábio são homens de Deus.

Nós todos somos podres, queridos. TODOS, sem excessão. Meu coração tem doído tremendamente por causa dos meus erros. Eu sou muito crítico comigo mesmo e esta não tem sido a melhor época da minha vida, em termos de integridade.

Parei há algum tempo de criticar as pessoas que não conheço. De uns tempos pra cá, tinha a sensação de estar perdendo um tempo precioso com isso. Parei. Se falo, falo de quem conheço, ainda assim com ressalvas.

2010 tem que ser um ano te novas ações. Ações positivas. Ações que tragam algum ganho, algum lucro.

E, quem diria, eu estou tendo resoluções de ano novo…

Pai, me perdoa?

Now Playing: Maylene and the Sons of Disaster – Raised by the Tide

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No último domingo, acompanhei minha namorada e um amigo meu pra umas aulas de direção que ele ia dar pra ela. Fiquei observando as instruções dele pra ela, afinal um dia eu vou ter que tirar carteira de motorista tbm, né? hahaha

Uma coisa que ele falou pra ela ficou na minha cabeça, por nada, mas hoje comecei a analisar de outro ponto de vista. Certo momento, ele mandou ela subir uma rua e parar. A idéia era que ela controlasse o carro de um jeito que ele ficasse parado, mas ao invés de simplesmente frear, ela deveria utilizar a embreagem e o acelerador. Foi interessante refletir.

Acho que ser cristão é isso. O cristianismo é realmente uma coisa confusa. É tudo muito exato. Coisas conflitantes são agregadas até chegarem num equilíbrio. Você tem que ser racional, mas não pode deixar de se guiar pelo que sente. Você tem que se separar do mundo, mas não pode se isolar das pessoas.

Não é algo acusativo, acho possível. Esforço nunca foi o forte do ser humano, o que não implica que nós não consigamos. Algo fez sentido hoje pra mim. Esse ano começa com novo entendimento. Não é pra ser fácil. É pra ser confuso, conflitante, intrincado. E tem todo o direito de ser, afinal, é verdade. A verdade é verdade independente de caber no nosso raciocínio lógico.

Não sei se foi confuso o bastante isso, mas é que está ainda meio nebuloso na minha cabeça. Quero dizer, não o entendimento, mas a expressão.

Now Playing: The Killers – When You Were Young [Live from the Royal Albert Hall]

Esse ano começou mal. Na verdade, não. Começou feliz, com pessoas que eu amo, muitas risadas, etc. Fiz muitas coisas legais.

Ainda assim, sou invadido por um sentimento de que terei um péssimo ano.

Tirei alguns segundos pra pensar bem nesse ano, saber se realmente tinha sido tanto fracasso. Não foi. Meu pai bem disse hoje: Quando fazemos a retrospectiva, pensamos em todo o mal que aconteceu, mas esquecemos do bem. É quase como respirar, o esquecer.

Pode parecer piegas. Na verdade, é. Mas não dá pra negar o que Deus fez nesse quase um ano. Ele me pôs lá. São Paulo, terra da garoa e da solidão. Chorei, me assustei, fiquei deprimido, mas estive sempre amparado. Só de ter conseguido ficar lá foi um milagre. Fiz amigos, arranjei um lugar pra morar, trabalhei por um tempo, me diverti horrores, encontrei uma namorada fantástica… Claro, não tenho dinheiro, meus pais estão fazendo, das tripas, coração pra eu poder ficar lá, mas estou lá. Passei esse tempo todo, gastei horrores, fiz muita cagada e ainda assim estou lá. Glórias à esse Deus que é muito mais fiel do que eu posso corresponder.

Esse ano representa um imenso desafio pra mim. Preciso romper laços que não deviam ter sido estabelecidos, refazer os mal feitos, me recompor e provar pro mundo (porque Deus nunca duvidou) que sou capaz de me virar sozinho. Não vai ser fácil, mas é possível. Fiquei um pouco triste de ver incredulidade em alguns olhos, mas é normal. As pessoas nem sempre falam o que sentem e/ou pensam.

Estou naquele estado que eu tanto gosto, onde só queria que Deus fosse de carne e osso pra eu poder abraçar ele bem apertado. Eu nunca vou poder duvidar da existência ou do amor dele. Só sei dar glórias. Sei que tudo vai se encaminhar do jeito certo. Quero só estar pronto.

Glórias a Deus. Hosana!

Now Playing: Maylene and the Sons of Disaster – Death is an Alcoholic