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Monthly Archives: dezembro 2009

All art is quite useless. Oscar Wilde.

Caí no poço de onde não saí. Revisei cartas nunca escritas. Constatei. Sou muito chato. Todas essas metáforas vazias. Metalinguística embromativa. Confesso com palavras difíceis pra não manchar uma imagem razoavelmente bem arquitetada.

Não dá pra fazer sentido do que eu escrevo, por mais sentido que isso faça. O fim que eu tinha em mente não é o mesmo que se consolidará.

Enfim, dez meses, quatro tentativas de assalto, sete meses e meio de namoro, vinte e dois anos de fracasso depois: Eis-me aqui.

Meu pai sabe escrever. Tem o coração no lugar e seus cabelos ostentam o orgulho da vida vivida do melhor jeito possível. Escreve bem. Que orgulho. Escreve pra si. Não quer atenção. Tem as respostas e a consciência de que ninguém está perguntando.

Minhas chagas, entretanto, não são tão claras quanto ao objetivo. Não sei se sofro o “no mundo tereis aflições, mas tendes bom ânimo” ou o “escondi o meu rosto desta cidade, por causa de toda a sua maldade”.

2008 foi o ano da “forra”. 2009 foi o ano de andar em círculos. 2010 parece ser o ano de voltar.

Voltar a ler é um passo. Aprender sobre o amor e o desenvolvedor deste amor e a essência desse amor. Tudo uma coisa só. O caminho da vergonha e do desconforto. As práticas desconfortáveis, potencializadas, são inevitáveis. Desembuchar.

Quero uma guitarra nova. Quero uma tatuagem. Quero uma capa condizente com o conteúdo.

Fazer por merecer. “Servo bom e fiel”. É hora.

Algo como a semelhança do fogo que já ardeu. Sinal de vida.

Magro, bonito, querido, admirado. Que tal usar isso pra algo mais útil do que o BBB da vida real?

Não ouso dizer que estou pronto… ou disposto. Mas vou forçando até estar.

Feliz Ano Novo.

Now Playing: Maylene and the Sons of Disaster – Last Train Coming